Quando o Ausente está Presente

Karen | Em 11/11/2009 às 13:49 - atualizado em 26/10/2010 às 01:29

Quando o Ausente está Presente

Aproveitando alguns posts meus, falando sobre experiências psicodélicas, transcendência e sentimentos em uma festa, proponho-me agora a “mostrar” o que falo. Falar sobre valores e experiências psicodélicas é muito fácil.  Difícil é você realmente vivenciá-las para entender a raiz de tudo isso, não é mesmo? Você já ouviu falar sobre a Dança do Ausente? Segundo Orion, editor do blog Ayakamanakam, do Plurall, a Dança do Ausente: “...é uma Dança Mística que acontece durante a Experiência Psicodélica quando o sujeito atinge um Estado de Consciência Expandida, Ayakamanakam (Ex: Transe Psicodélico). Ela se caracteriza pela ausência, total ou parcial, de consciência do sujeito em relação aos movimentos do corpo. O controle dos movimentos é então assumido pela música ou pela própria experiência. Podemos dizer que na Dança do Ausente você não dança a música, a música que dança você.”

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Entendeu? Não? Simples. Aqui está o verdadeiro significado de todos os clichês já criados:
  • “Dance como se ninguém estivesse olhando”
  • “A música eletrônica aproxima o homem de si mesmo”
  • “Falamos a mesma língua”
  • Etc...
A Dança do Ausente passa por várias etapas. Quando alguém atinge o topo, ao nosso ver, pode parecer até mesmo bizarro. Mas pode ter certeza que ela está em um dos melhores momentos da viagem dela. Assista a este vídeo. Quando Orion diz “você não dança a música, a música que dança você” ele diz exatamente o que vemos nestas pessoas. Alcançaram um estágio, o qual não são elas mesmas que se movimentam. Elas simplesmente se deixam levar pela freqüência da música. Suas consciências, seus sentidos, neste momento estão ausentes para o mundo exterior, e totalmente presentes apenas dentro de você mesmo. Este é o momento em que “O ausente está presente”. Este é o verdadeiro espírito da festa. Este é o verdadeiro espírito da música eletrônica.

Liberdade

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Ninguém julga ninguém. Mal se olham. Acabam dançando apenas na mesma freqüência, com movimentos parecidos (conseqüências normais e aceitáveis, para um grupo de pessoas reunidas). Sem passinhos, sem preocupações, sem medos, sem coreografias.

Sem imposições, sem roupas de marca, sem ironias. Esta sim é uma verdadeira experiência psicodélica. Mas para ser alcançada é necessário que a pessoa definitivamente não se importe com nada ao seu redor. Quando falo que felicidade é contagiante, e que se uma pessoa transcende felicidade, ela contagia todas ao seu redor, quero dizer que, quando você perceber, todos estarão na mesma sintonia. A expressão autêntica do ser humano, de sua felicidade plena e transcendência atrai todos à sua volta. E tem como conseqüência a cena arrepiante que vemos abaixo:

Tem algo melhor que isso? Mais bonito e emocionante de se ver e, principalmente, sentir e presenciar? Acredito que não. No ponto alto desta experiência, você definitivamente aprende que o ser humano é apenas a carcaça. Que cor, raça, religião e tudo que pertence ao mundo exterior e materialista, definitivamente, foram criados por vontades, curiosidades e ambição do homem. O que importa é o que está por dentro de tudo isso. Seja a qual religião você pertencer (ou não), qual doutrina você seguir, em qual Deus você acreditar ou não acreditar. O que realmente importa é o tamanho de sua mente e a transcendência de seu eu interior.

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Viu só? A carcaça e sempre igual. A mente não! Para quem quiser saber tudo sobre a dança do ausente, aconselho que reserve um tempo para ler o post do Orion. : http://www.plurall.com/blogs/ayaka/2009/03/danca/ Infelizmente não vemos isso em festas. É mais fácil presenciar pessoas dançando desta maneira em festivais.

Não generalizando, mas as pessoas acabam sendo hipócritas, pregando tanta liberdade e indo às festas mais preocupadas com “o que vão pensar” ou “sairei bem na foto?” do que com o ritual em si.

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O espírito destes vídeos é que não podemos deixar morrer. É esta a cultura, os valores e a festa tão linda que não podemos resumir a apenas uma baladinha Isso vai além de qualquer regra imposta pela sociedade. Vai além de qualquer proibição política. Além da nossa realidade. Isso é entre você, sua mente e a música. Mais nada. E o poder da mente vai muito mais além do que qualquer ser humano possa imaginar. Espero que tenha conseguido passar aqui tudo o que sempre disse em outros posts relacionados à experiências, transcendências, valores, cultura e sentimentos. Muita "Dança do Ausente" para nós. Namastê.

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Karen Oliveira

Definitivamente apaixonada e viciada física e psicologicamente em música eletrônica. Há quase 3 anos frequentando festas (desde que completou 18 aninhos) pode aprender e evoluir muito pessoal e espiritualmente. Faz questão de relatar e dividir experiências com pessoas que, assim como ela, não vivem sem umas batidinhas na orelha o dia todo!

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