Metamorfose

Aproveitando o embalo dos posts anteriores do Rafael R e do Eliel, lembrei de algo que sempre gosto de comentar: a “transformação” que as pessoas passam quando são “convertidas” a este nosso mundo psicodélico.
Já Repararam?
Quantos de seus amigos, ao começarem a freqüentar as festas, não se tornaram pessoas melhores? Em quantos deles não foi possÃvel perceber que hoje são seres humanos em estado de espÃrito mais feliz?
Digo isso por que eu presenciei esta metamorfose em 2 amigos meus. E isso aconteceu, principalmente, por que antes de irem à s suas primeiras festas, eu fiz questão de apresentar o nosso mundo com outros olhos: a cultura P.L.U.R. Não basta ir à s festas apenas por moda e achando que vai se entupir de sintéticos – disso já estamos cheios. Se quer entrar para conhecer nossa cultura, seja bem-vindo; mas se quer apenas ajudar a nos rotular ainda mais, muito obrigada: já tem muita gente para contribuir com isso, né?
Sendo assim, a primeira festa deles foi ainda mais inesquecÃvel comigo ao lado deles o tempo todo para sentirem na prática tudo o que eu contava: os momentos inesquecÃveis ao lado dos amigos, os momentos “eu comigo mesmoâ€, em que você não consegue fazer outra coisa além de fechar os olhos e curtir as batidas, enfim a intensidade de nossas festas. Costumo dizer que eu, realmente, fiz uma lavagem cerebral neles, pois hoje não escutam outra coisa e (à s vezes até mais do que eu) se irritam com certos fanfarrões. E então, eles entenderam exatamente o que eu queria dizer sobre “hippies aos finais de semanaâ€, ou “mundo utópico de algumas horasâ€.
Mas o que mais me deixa feliz, de fato, é quando eles mesmos me falam que perceberam diferença no modo de encarar a vida deles. Sempre reclamavam de tudo e de todos e nem davam valor às coisas e experiências simples que um ser humano pode vivenciar: aquele abraço maravilhoso que transmite boas energias, aquele sorriso sincero, aquele bom dia com mais intensidade, enfim algumas pequenas atitudes que podem tornar o nosso dia a dia melhor. Sabe aquela sensação de “missão cumprida� É o que sinto: um fanfarrão a menos no nosso mundo e um ser humano melhor a mais para colorir mais as nossas festas.
E quando estamos todos naquele momento único, em que você olha ao redor e estão todos na mesma sintonia, na mesma batida, eu tenho a melhor sensação de todas: naquelas poucas horas estou com pessoas boas de espÃrito ao meu redor, o mundo pode ser mais colorido do que imaginamos e, principalmente, a gente percebe que o ser humano não precisa de tanto luxo e mesquinharia para ser feliz. Infelizmente eu sou muito nova e não pude vivenciar as festas dos anos 90 até 2000. Se hoje eu já sinto isso – mesmo com tantas figuras distorcidas-, imagino como era antes de eu começar a freqüentar, então. É a única hora que lamento por não ser mais velha.
E com vocês: já tiveram a oportunidade de “converter†alguém?
Ou vocês mesmos também notaram algo mais intenso em suas vidas quando passaram a freqüentar as festas?
Namastê








Rafael
11/05/2009
otimo post ;]
Rafael
11/05/2009
gostei muito do post =]
Thi
12/05/2009
Sinceramente..
me considero um cara de sorte por ter conhecido a kah e ela ter me mostrado tudo isso que ela disse… ja falei isso pra ela huahauahahua.. + eh vdd… acredito q dps da minha primera festa, minha vida mudou bastante, pelo menos a forma de ve-la e encara-la com outros olhos, de perceber como simples atos tem um valor enorme, ateh quando faz AQUELES dias ensolarados ja me deixa mais pra cima.. começo a lembrar das manhãs nas festinhas =D
enfim, post master!
espero q nunca enjoe disso.. e se um dia enjuar sempre verei essa como a melhor época da minha vida =]
PEACE
silici0
12/05/2009
Bom, comecei em 2001 por ai a ir em raves e vi muitas pessoas passarem por esse perÃodo, muito bacana essa idéia de plur e tudo mais, mas poucos muitos poucos lembram disso depois de 5/10 anos, se tornando realmente um ser melhor, muitos ainda acabam no mecanico do conciente coletivo!
Bom essa sensação de intensidade foram durante 3 anos que as respostas vieram a min, até 2004 mais ou menos, quando minha conciência evoluiu, depois disso eu até começei frequentar menos, e cada dia mais vou menos… hahahaha =)
Abraços e BOOM!
Pati Chocolate
12/05/2009
Ainda não tive a oportunidade de converter ninguém, mas eu converti a mim mesma. Rs. Explico, na primeira rave que eu fui, tive a melhor sensação da minha vida: a liberdade. Liberdade em dançar do jeito que eu quisesse sem ninguém ficar reparando ou criticando, liberdade para abrir os braços e sentir o calor do sol, fechar os olhos e deixar a batida da música me levar, viajar naquele som. A liberdade que eu senti na rave ainda não senti em nenhum outro lugar, e é essa sensação que me faz querer voltar sempre. Eu amo rave durante o dia, só pra sentir aquele energia toda do sol. O P.L.U.R. deve ir além das raves.
Withi
12/05/2009
Com certeza Eliel…acho que a melhor das sensações é você ver uma pessoa que não tinha a menor noção deste “universo paralelo” que são as festas…saber que tudo que eles sabiam era por comentários e mÃdia…e agora como nós defendem com unhas e dentes oque para nós se tornou mais que um princÃpio de vida; uma motivação, saber que sempre vai haver um lugar que a música vai tocar alto com as batidas que deixam qualquer um arrepiado, e que a alegria e união sempre existirá por menor que seja…Assim como eu já tive a minha primeira festa (e diga-se de passagem: FOI A FESTA!!), também já pude proporcionar este momentos à amigas e amigos meus, que até hoje me agradecem como eu agradece a quem me proporcionou. Esperamos que este circulo não pare apesar de as vezes parecer que esta sendo meio corrompido.
Namaste