Em 11 de setembro de 2008, por Eliel

Pirataria é Roubo?

Arquivado em: Downloads, Polêmica 9 Comentários  

Pirataria

A resposta é não. Segundo a Wikipedia, pirataria “se refere se refere à cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, de marca e ainda de propriedade intelectual e de indústria – portanto, quer pela cópia de uma obra anterior (falsificação), quer pelo uso indevido de marca ou imagem, com infração deliberada à legislação que protege a propriedade artística, intelectual, comercial e/ou industrial.”

Desde que publiquei o post sobre download de MP3, tenho recebido algumas mensagens me condenando por dar espaço para e inclusive trocar links com sites de download. Por isso, voltei ao assunto para explicar melhor o meu ponto de vista.

No caso em que se obtém lucro com algo criado por terceiros, obviamente é errado. Pior, é crime em qualquer lugar do mundo.

Já quando se trata do compartilhamento de músicas sem fins lucrativos, não vejo problema, muito pelo contrário. E falo por experiência própria: já vi muito artigo meu sendo duplicado em vários blogs, e sempre achei isso positivo (desde que, é claro, eu seja citado em alguma parte do post). Eu até incentivo essa prática, pois além de ser impossível de se conter, é uma forma de divulgação bastante eficiente.

Por isso, acho bobagem quando artistas e/ou gravadoras adotam uma atitude de “caça às bruxas”. As maiores gravadoras do mundo já tentaram e não conseguiram. Fecham o Napster, surge Kazzah e E-mule. Derruba 1 site grande, surgem 10 pequenos que em pouco tempo se tornarão grandes.

Quanto antes todos entenderem que o compartilhamento de músicas é um caminho sem volta e, ao invés de nadar contra a corrente, bolarem estratégias para lucrar com isso, melhor. Menos desgaste e menos stress pra todo mundo. Músicas a $1 dólar? Talvez. Downloads grátis em troca de audiência para o site? Tambem é um boa pedida. Existem milhares de táticas a serem aplicadas e milhões de outras a serem desenvolvidas. Só não dá pra negar a realidade e tentar agir como se ainda vivêssemos no século XX.

* O gráfico que ilustra este post é do meu camarada Canha, e foi publicado dia desses no Mundo Tecno.

** Esse post foi escrito ao som de Pixel. Só não lembro se baixei no Psynation, Psyplanet ou no Trancedownloader.

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A discussão tá rolando solta, com 9 comentários em “Pirataria é Roubo?”

  1. Chaz Says:

    hauehauehuaeh

    o melhor foi o final do post:

    “** Esse post foi escrito ao som de Pixel. Só não lembro se baixei no Psynation, Psyplanet ou no Trancedownloader.”

    auehuhauheuaheuaheuaehuaheuaheauehuaehuaheuahuehauehauheuhauehauhea

    apoiado ;]

  2. Bruno Momma Says:

    O post menciona um assunto muito comentado (a muito tempo) e que até hoje ninguém achou uma solução, tampouco o mundo business da música conseguiu se adaptar ou encontrar uma saída onde elas não vissem as suas vendas em declínio. Recentemente foram fechados diversos blogs de download de música. Como exemplo pego um blog que compartilhava discos de MPB, Samba, Bossa-nova e afins, muito conhecido. Mas muito mais do que compartilhar músicas, era uma porta de entrada para milhares de pessoas que gostariam de entender um pouco mais sobre música brasileira e cultura. Cultura essa que o Brasil faz tanta questão de colocar no pedestal mais alto.
    Essa atitude de “caça às bruxas”, como você mencionou, vai em direção ao o que aconteceu com o Napster, emule, entre outros. E essa atitude é o que continua alimentando o ciclo de abre e fecha de novos meios de compartilhamento. Nos tempos de hoje, sempre irá existir um substituto e a coisa não vai mais parar. Não existe mais freios que consigam conter o compartilhamento de músicas. E o assunto também não cabe somente aos sites de download, mas redes sociais como o Blip.Fm também são um tipo de compartilhamento. Você faz o upload da música e vem: “você é responsável pelos direitos autorais, etc, etc, blablabla”, como em todo site do gênero. A música do artista vai ser veiculada no meio, e duvido que algum usuário se responsabilize pela “pirataria”.
    Existem muitas de estratégias e táticas para se adequar a essa questão, mas nenhuma fórmula mágica por enquanto. Na minha opinião, a indústria do cinema e da música sofrerão muitas mudanças daqui pra frente, até encontrarem uma forma onde os dois lados ganhem. O mundo do compartilhamento é maravilhoso, mas temos que lembrar também que a conta não está fechando. Os números da indústria vem caindo, menos pessoas comprando, menos pessoas indo ao cinema… e a grana para as produções como ficam?
    Algumas das soluções para as bandas tem sido arrecadar nos shows, trazer tráfego para os sites, renda com outros produtos além da própria música, etc. No caso do “mundo Psytrance” esse compartilhamento acredito que seja visto de forma postiva, os grandes sites tem sido responsáveis por disseminar muitos sons por aí, gerando demanda por mais artistas, conseguindo sair do vicioso ciclo dos mesmo djs e produtores de sempre. O ebeatz é uma forma de fazer as pessoas conhecerem mais sobre a música eletrônica e ampliar a consciência da cena, sem ter foco em downloads.

  3. Bruno Momma Says:

    Falei mais que o post. uauhauhauhaua comecei a escrever e não parei.

    e o fim do seu post

    “** Esse post foi escrito ao som de Pixel. Só não lembro se baixei no Psynation, Psyplanet ou no Trancedownloader.”

    mto bom mesmo

    uahuahuahuahua

  4. Eliel Says:

    É por aí mesmo bruno. Só não precisa se preocupar como tamanho do comentário. O importante é acrescentar idéias à conversa.

    E quanto ao e-beatz, tenho conversado com o Rubens, que já me mandou um release inclusive. O artigo já está no forno, deve ser publicado na semana que vem.

    Um abraço!

  5. Paula Fernanda Says:

    Lutar contra os “poderes” da internet é praticamente inútil mesmo. Aí entra aquela velha história: Se não pode contra, então Junte-se! E foi o que a banda Radiohead fez com o último álbum (se não me engano). Os caras lançaram o álbum na internet abrindo espaço pra que o público pague o quanto achar justo pelo material, sem valor mínimo ou máximo. Claro, a maioria não quis abrir o bolso, já era de se esperar! Em compensação, alguns pagaram umas quantias bem gordinhas, diga-se de passagem. Forma prática de não esquentar a cabeça com pirataria, de dar uma boa investida na divulgação e ainda sair lucrando. Ta aí a prova de que botando os neurônios pra funcionar um pouquinho, as boas idéias vão surgindo.

  6. Eduardo Tomazett Says:

    Amigos… apesar de concordar que download de música é uma coisa bacana, é ilegal. Recomendo a leitura da Lei 9610/98 e gostaria de lembrar também que Wikipedia não deve ser considerada uma fonte confiável. Devemos citar como fonte publicações com responsáveis por edição e autoria, e a Wikipedia não tem isso.

    Lei 9610/98
    Art 5º
    VI – reprodução – a cópia de um ou vários exemplares de uma obra literária, artística ou científica ou de um fonograma, de qualquer forma tangível, incluindo qualquer armazenamento permanente ou temporário por meios eletrônicos ou qualquer outro meio de fixação que venha a ser desenvolvido;
    VII – contrafação – a reprodução não autorizada;

    Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:
    V – as composições musicais, tenham ou não letra;

    Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
    I – a reprodução parcial ou integral;
    VIII – a utilização, direta ou indireta, da obra literária, artística ou científica, mediante:
    b) execução musical;
    IX – a inclusão em base de dados, o armazenamento em computador, a microfilmagem e as demais formas de arquivamento do gênero;

    Art. 33. Ninguém pode reproduzir obra que não pertença ao domínio público, a pretexto de anotá-la, comentá-la ou melhorá-la, sem permissão do autor.

    Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
    II – a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para uso privado do copista, desde que feita por este, sem intuito de lucro;

    se alguém quiser tirar alguma dúvida ou discutir sobre o assunto…
    edutomazett@gmail.com

    abraços!

  7. Eliel Says:

    Eduardo,

    Muito obrigado pelas informações adicionadas à discussão.

    Que o download é ilegal, é fato. E também é fato que o combate a esse tipo de prática é impossível de ser feito de maneira eficaz, por todos os motivos expostos no texto.

    Minha intenção é justamente mostrar essa realidade e propor formas de todos tirarem proveito de uma situação que, ilegal ou não, não vai mudar.

    E quando essas formas alternativas de lucro se consolidarem, talvez seja possível, inclusive, mudar a legislação que, apesar de possuir apenas 10 anos já é totalmente defazada.

  8. Eduardo Tomazett Says:

    Acho que a legislação não esta fora do tempo não. Leia a 6910 (de direitos autorais) e a 9609 (de programas de computador). Os redatores conseguiram abranger muita coisa que na época era muito raro.
    O que deve ser mudado não é a Lei, mas sim a forma como as gravadoras trabalham. Na Lei fala que quem decide como a obra será distribuída é o produtor (gravadora), ou seja, está na mão deles a decisão de criar uma nova política de venda.

  9. Alex Costa - blogdadieta.com.br Says:

    Eu concordo com você, eu não acho que baixar músicas na internet é roubo. Nestes últimos anos eu aprendi a respeitar a todas as opiniões mas ir contra o intercâmbio de informações no Brasil é simplesmente, para não ser grosseiro, ilógico pois nosso país foi construído a partir de outras culturas, através de todos os imigrantes que aqui chegaram.

    A única diferença é que agora a troca não é somente no campo das idéias ou experiências mas de tudo como: musica, filmes, artigos de revistas e jornais, televisão e etc.

    O que eu acho errado é vender o material dos outros para fazer lucro, como cds e filmes piratas mas disponibilizar para as outras pessoas, na minha opinião você esta fazendo um bem ao artista.

    Um abraço

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