Quem é Eskimo?

Ricardo Aranda | Em 19/06/2012 às 00:00 - atualizado em 22/06/2012 às 10:07

Quem é Eskimo?

Para alguns, um fanfarrão, para outros um ídolo. Saiba mais sobre uma das atrações do mainstage da Tribe, que acontece no dia 7 de Julho

Inglês e filho de John Phantasm, o dono de um dos primeiros selos de Psytrance a existir. Na certidão de nascimento é John Ford, como DJ se deu o nome de Junya, mas como produtor se resolveu como Eskimo. Precoce e influenciado pelo pai, John frequenta estúdios de produção desde os 8 anos e começou a ser DJ com 9 - profissionalmente aos 13. Afastado dos estúdios por conta da agenda, retomou a produção musical apenas aos 15 anos, culminando no lançamento do seu primeiro álbum aos 17, intitulado Can You Pick Me Up?.

Apesar do álbum ter tido certa notoriedade, foi o seu remix não-oficial para Voodoo People, do Prodigy, que o alavancou ao status de super-star. Em 2005 iniciou uma série de três álbuns que seriam cruciais para os rumos do psytrance mundial: Balloonatic. Com músicas que se tornariam hinos, como Are You Serious? e My Rave, a trilogia lhe rendeu uma infinidade de gigs em países como México, Japão, Israel e, é claro, Brasil.

Inclusive, aqui em nosso país ele é referência quando assunto é festa open air. Seu set não impressiona apenas pelo full on high tech característico, mas também pela presença de palco. E, por isso, com Eskimo não há meio termo: ou se ama, ou se odeia. Sua atitude extremada no palco levanta multidões, mas também faz torcer narizes da ala mais conservadora do trance. Ele consegue chamar a atenção para si e ganha o público, às vezes, mais por sua performance do que pelo som que toca.


Se você ia em raves em 2007, você dançou MUITO ao som disso, nós sabemos! 

Depois do lançamento da terceira parte da série Balloonatic, Eskimo mais uma vez alcança o topo criando um hino, mas dessa vez em parceria com os israelenses do Void. O trio, que passou a assinar como Megaband, tornou-se onipresente nos sets de psytrance de 2007 com a música MTV, ou como é popularmente conhecida, "Hello Moto". E se a presença de palco ultra-empolgada já incomodava os xiitas do trance, tornar-se uma banda (a exemplo do que Infected Mushroom fez na mesma época) foi o que faltava para que fossem tachados como chacota.

Este rótulo fez com que o público reclamasse sempre que o inglês figurava no line-up de alguma festa mais conceitual - e não está sendo diferente agora com a Tribe. Porém, não custa darmos uma chance a alguém que já contribuiu tanto para a história do psy. Eskimo sobe ao palco Solaris às 3h30 da manhã, entre Domestic e Growling Machines. As fichas estão lançadas, será que ele segura as pelo menos, 20 mil pessoas que estarão no mainstage neste momento?


Alguém aqui tem dúvidas de que ele também estaria experimentando dubstep? 

imagem de jrickhard
Ricardo Aranda

Ricardo Aranda é DJ há 6 anos e transita entre o trance psicodélico e nuances da house music. Frequentador de festas desde 1998, viu a cena brasileira sair das obscuras tendas e ser jogada em lindos gramados verdes com decoração colorida.

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