Review PlayGround SP
Karen
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Em 02/06/2010 às 02:16 - atualizado em 26/10/2010 às 01:31
Review PlayGround SP
Não costumo mais me empolgar tanto quando o assunto é “festas comerciais”.
Mas a proposta dessa vez era diferente: um line up de peso, acompanhado de natureza e um parque de diversões com belos brinquedos.
Além disso, também contava com o fato de muitas pessoas conhecidas irem e ser um mega encontro. Tinha tudo para ficar na expectativa.
Saímos de São Paulo por volta da 00:30 da madrugada do sábado para o domingo. Estava frio, porém nada muito insuportável. Encontramos alguns amigos no meio do caminho e partimos para a festa.
Chegando perto da fazenda, a visão desagradável: trânsito. Fazia um tempinho que não enfrentava isso para entrar em uma festa. Primeira impressão? Socorro – a festa está lotada!
É, estávamos certos. E como tudo tem seus altos e baixos, vamos aos relatos.
- Organização:
Chegamos à entrada, havia fila, obviamente, mas nada muito fora do comum. O único fato que tenho a apontar aqui é que em momento algum foi dito que os fotógrafos tinham uma entrada especial – o que me levou a ficar meia hora parada, na fila de lista (que é o local comum para se retirar a credencial / pulseira) para ter a notícia de que meu portão de entrada era do outro lado.
Com exceção desta falta de comunicação, a organização merece um ponto positivo por conta disso: Portão separado para imprensa / staff, sem filas, com nome na lista, pulseira diferenciada e nomes a serem assinados.
Confusão desfeita, galera toda reunida, vamos atrás de um cantinho para deixar nossas mochilas e curtir a festa.
Em primeiro momento fomos direto para o main stage. Estava muito cheio e então preferimos ficar mais para trás, mais próximos dos brinquedos – o que deixou o som relativamente baixo. O que é compreensível se for ver a distância que estávamos das caixas.
- Estrutura:
Com certeza era uma mega festa.
Contando com 3 palcos (um deles exclusivo para o Backstage), e mais uma série de brinquedos espalhados no fundo das pistas, a fazenda Maeda com certeza nunca pareceu tão grande.
Infelizmente o som de uma pista se misturava com a outra, mesmo com a distância entre elas. Apesar de compreensível é um ponto a ser relatado, uma vez que incomoda o fato de você estar em um local e, entre uma virada e outra escutar as batidas em outro ritmo da outra pista.
- Filas:
Como já citado, na entrada havia filas, mas nada muito fora do comum. Apesar de a fila de “nome na lista” ter demorado mais que as outras filas, devido à demanda de pessoas e procura manual dos nomes em tantas folhas.
- Revistas:
- Me acostumei a ser às vezes até mal tratada por estar com uma câmera semi-profissional, que costumo levar o e-mail de confirmação de imprensa para não sofrer mais com isso. Mas desta vez, nem minha mochila olharam.- Não sei como estava a revista nas outras filas, mas algo que sempre incomoda muito é ver pessoas com guarda-chuva, mesmo sendo proibido. Não é tão fácil passar com isso por um segurança.
- Banheiros:
Sem filas (pelo menos nas horas em que eu ia) e com papel disponível o tempo inteiro.
- Som:
O som estava alto, mas devido ao espaço “livre” que tinha do palco para o fundo da festa, quem ficava mais perto dos brinquedos não usufruía muito das batidas. Pouco tempo depois da hora que cheguei aumentaram o volume ao som de GMS. Aí sim ficou mais divertido.
- Decoração
Nada de surpreendente. Na verdade, achei que a decoração foi o ponto que menos se preocuparam. No main stage, por exemplo, não havia tenda. A sorte foi que o tempo, ao amanhecer estava agradável: sol, porém não muito forte. E não choveu em nenhum momento.
- Nas outras duas pistas (Playtech e Backstage) já havia um pouco mais de detalhes e a parte coberta. Porém também não contávamos com nada muito psicodélico, que ajudasse a completar o clima da festa.
- Eles conseguiram o que queriam: a atração estava mesmo nos brinquedos.
- Line Up:
E como eu sempre digo: o mais importante da festa. O que nos leva a passar horas e horas dançando e vibrando: o som.
O pouco que fiquei no main stage foi o suficiente para me confirmar o que vinha dizendo há tempos: não é mais a mesma coisa de alguns anos atrás. Há relatos de que GMS, Wrecked, Astrix tocaram músicas repetidas – o que não é nada agradável. Não posso relatar muito sobre isso, pois não cheguei a ouvir.
Porém, eu fiz questão de sair de lá quando vi o som do Pixel tão diferente, tocando até Michael Jackson. Desculpe para quem gostou, mas não consegui ficar muito feliz com isso. O pouco que ouvi do live do Pixel senti a falta de psicodelia no som dele e a presença da adaptação para o público "comercial" das festas de hoje - infelizmente.
Minha festa ficou então por conta da Playtech, que estava na expectativa para ver D-nox e Boris Brejcha.
Os dois mandaram muito bem (apesar de esperar mais do live do Dnox), mas o destaque fica por conta do Boris Brejcha.
Ele foi o último a tocar, mas conseguiu levantar a galera. Até os que já estavam deitados e acabados tiveram que levantar e se chacoalhar. Sem exageros: não dava para ficar parado e tudo que conseguíamos falar era: “Pra que tanto? O cara é bruxo.” E vários delírios pela pista.
Os destaques nas outras pistas ficam por conta de Felguk, Bruno Barudi e Ticon, no Backstage; Astrix, Growling e Ace Ventura no Main Stage.
Enfim. Apesar de toda a estrutura e de pontos positivos na festa, o que mais me segura no local é o som e o clima.
Andando pelo local conseguíamos ver o quão comercial aquilo era. Pessoas estranhas querendo desfilar por lá. Às vezes também tinha a impressão de ver o cafetão e suas respectivas “damas”. Ou até mesmo o “Bonde” querendo parecer mais “entendido” do assunto. Sem contar as pessoas com correntes de prata gigantescas (Pra quê?). Bastava pegar a câmera na mão para algumas pessoas fazerem pose esperando um clique.
Eu, pelo menos nem consegui andar nos brinquedos. Eu fico tão ligada na música e nos momentos com os amigos, que tenho que lembrar muitas vezes que além da diversão, também preciso trabalhar e sair para fazer alguns cliques. Tenho exatamente a impressão contrária da maioria que estavam lá – mais preocupados com a aparência e com máquinas para tirar fotos e exibir em seus perfis no Orkut. Mas isso é assunto para outro post.
De modo geral, para a maioria que é atraída para uma festa totalmente comercial, atendeu a todas as expectativas. Ponto positivo para a organização.
Da minha parte, em termos de organização estava tudo ok. Apenas fico desanimada em ver a falta de valores e a onipresença de status e capitalismo em um local que deveria existir justamente para “fugir” disso.
Recebeu um cartão?
Confira as fotos aqui.
Beijos.
- Banheiros:
Sem filas (pelo menos nas horas em que eu ia) e com papel disponível o tempo inteiro.
- Som:
O som estava alto, mas devido ao espaço “livre” que tinha do palco para o fundo da festa, quem ficava mais perto dos brinquedos não usufruía muito das batidas. Pouco tempo depois da hora que cheguei aumentaram o volume ao som de GMS. Aí sim ficou mais divertido.
- Decoração
Nada de surpreendente. Na verdade, achei que a decoração foi o ponto que menos se preocuparam. No main stage, por exemplo, não havia tenda. A sorte foi que o tempo, ao amanhecer estava agradável: sol, porém não muito forte. E não choveu em nenhum momento.
- Nas outras duas pistas (Playtech e Backstage) já havia um pouco mais de detalhes e a parte coberta. Porém também não contávamos com nada muito psicodélico, que ajudasse a completar o clima da festa.
- Eles conseguiram o que queriam: a atração estava mesmo nos brinquedos.
- Line Up:
E como eu sempre digo: o mais importante da festa. O que nos leva a passar horas e horas dançando e vibrando: o som.
O pouco que fiquei no main stage foi o suficiente para me confirmar o que vinha dizendo há tempos: não é mais a mesma coisa de alguns anos atrás. Há relatos de que GMS, Wrecked, Astrix tocaram músicas repetidas – o que não é nada agradável. Não posso relatar muito sobre isso, pois não cheguei a ouvir.
Porém, eu fiz questão de sair de lá quando vi o som do Pixel tão diferente, tocando até Michael Jackson. Desculpe para quem gostou, mas não consegui ficar muito feliz com isso. O pouco que ouvi do live do Pixel senti a falta de psicodelia no som dele e a presença da adaptação para o público "comercial" das festas de hoje - infelizmente.
Minha festa ficou então por conta da Playtech, que estava na expectativa para ver D-nox e Boris Brejcha.
Os dois mandaram muito bem (apesar de esperar mais do live do Dnox), mas o destaque fica por conta do Boris Brejcha.
Ele foi o último a tocar, mas conseguiu levantar a galera. Até os que já estavam deitados e acabados tiveram que levantar e se chacoalhar. Sem exageros: não dava para ficar parado e tudo que conseguíamos falar era: “Pra que tanto? O cara é bruxo.” E vários delírios pela pista.
Os destaques nas outras pistas ficam por conta de Felguk, Bruno Barudi e Ticon, no Backstage; Astrix, Growling e Ace Ventura no Main Stage.
Enfim. Apesar de toda a estrutura e de pontos positivos na festa, o que mais me segura no local é o som e o clima.
Andando pelo local conseguíamos ver o quão comercial aquilo era. Pessoas estranhas querendo desfilar por lá. Às vezes também tinha a impressão de ver o cafetão e suas respectivas “damas”. Ou até mesmo o “Bonde” querendo parecer mais “entendido” do assunto. Sem contar as pessoas com correntes de prata gigantescas (Pra quê?). Bastava pegar a câmera na mão para algumas pessoas fazerem pose esperando um clique.
Eu, pelo menos nem consegui andar nos brinquedos. Eu fico tão ligada na música e nos momentos com os amigos, que tenho que lembrar muitas vezes que além da diversão, também preciso trabalhar e sair para fazer alguns cliques. Tenho exatamente a impressão contrária da maioria que estavam lá – mais preocupados com a aparência e com máquinas para tirar fotos e exibir em seus perfis no Orkut. Mas isso é assunto para outro post.
De modo geral, para a maioria que é atraída para uma festa totalmente comercial, atendeu a todas as expectativas. Ponto positivo para a organização.
Da minha parte, em termos de organização estava tudo ok. Apenas fico desanimada em ver a falta de valores e a onipresença de status e capitalismo em um local que deveria existir justamente para “fugir” disso.
Recebeu um cartão?
Confira as fotos aqui.
Beijos. Leia Também
Definitivamente apaixonada e viciada física e psicologicamente em música eletrônica. Há quase 3 anos frequentando festas (desde que completou 18 aninhos) pode aprender e evoluir muito pessoal e espiritualmente. Faz questão de relatar e dividir experiências com pessoas que, assim como ela, não vivem sem umas batidinhas na orelha o dia todo!





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