Cosmoon: uma festa conturbada do inÃcio ao fim

Depois da intensa cobertura que fizemos dos dias que antecederam a Cosmoon, fomos para a festa conferir o que rolou. E voltamos para falar que, infelizmente, a edição 2008 deixou a desejar. Apesar das excelentes atrações no line como: Bizarre Contact, DNA, Pedra Branca e D-NOX, as inúmeras falhas na organização acabaram prejudicando o “conjunto da obra”. Problemas como som baixo, falta de água, falta de comida, terreno extremamente acidentado e acúmulo de lixo foram alvo constante das reclamações de quem estava na festa. Para vocês entenderem melhor, vamos analisar os destaques, ponto a ponto:
Pontos Negativos
Entrada: apesar de a fazenda Terra Firme ficar relativamente próxima de Curitiba e possuir um fácil acesso, ao chegar na festa nos deparamos co um grande congestionamento, nos obrigando a ficar, aproximadamente, 1h30min na fila para poder chegar até o estacionamento oficial. Aliás, esse mesmo congestionamento atrasou bastante o serviço das Vans que transportavam o pessoal do centro de Curitiba para o local da festa.
Revista: já de mochila nas costas, ingresso na mão, fomos para a entrada principal, onde, para a nossa surpresa, os seguranças estavam muito “susse”. Aliás, exageradamente “susse”. É óbvio que ninguém é fã de revistas extremamente detalhadas, que só servem para aborrecer as pessoas e atrasar o andamento da fila. Mas por outro lado, é importante que exista uma fiscalização mÃnima na entrada. Exemplo pessoal: passei pelos seguranças com mochila cheia e em nenhum momento fui solicitado para mostrar o que tinha ali dentro. No meu caso eram apenas roupas, malabares e um grande pacote de pirulito. Mas e se fosse alguém “mal intencionado”? Poderia ter entrado com um arsenal e ninguém teria percebido.
O local: mesmo com a excelente distribuição dos espaços, o terreno em si era sofrÃvel. Extremamente acidentado, tornava impossÃvel se deslocar de um ponto a outro da festa sem ter que subir um morro e depois descer um barranco. A mulherada, com suas botas altas, sofreu ainda mais.
Lixo acumulado: não havia uma lata de lixo sequer na área do palco principal e, muito menos, uma equipe designada para recolher garrafas e latas de cerveja. A soma desses 2 fatores resultou em um chão forrado de lixo no final da tarde, prejudicando consideravelmente o deslocamento das pessoas, além de proporcionar um visão bastante desagradável.
Falta de comida e bebida: talvez a grande falha do evento. Às 7hs da manhã houve a primeira falta de água, sendo que o problema só foi resolvido por volta das 11hs. Na verdade não foi resolvido, pois à s 15hs a festa quase entrou em colapso: novamente acabou a água, em seguida o refrigerante, depois a comida (o pessoal do atendimento passou a vender “hot farinha” até acabar o pão definitivamente) e, próximo das 18hs, até o gelo já tinha desaparecido. Ou seja, durante boa parte do dia, tivemos que matar a sede com cerveja ou catuaba. Não vamos começar a apontar culpados, pois essa não é a intenção desse artigo. A questão principal é que água e gelo são Ãtens imprescindÃveis em qualquer festa, especialmente enquanto as pessoas estão fritando em baixo de um sol impiedoso. Não se trata apenas de conforto. Se trata de preocupação com a saúde de quem está no local. Me desculpem os organizadores, todas as falhas citadas anteriormente podem ser compreendidas, mas essa última foi gravÃssima e imperdoável.
Pontos Positivos
Mas é claro que a festa não foi um total desperdÃcio. Várias coisas foram dignas de elogios. Confiram:
Feira de Artesanato: a idéia de instalar uma feira em um local um pouco afastado do palco principal, com diversos produtos relacionados à cultura psy foi excelente. Lá havia roupas, malabares e acessórios de todos os tipos e preços. Além de arrecadar uma grana extra pra festa, nos deu a oportunidade de conhecer pessoas que vivem de produzir excelentes produtos voltados para gente como a gente.
Preço das bebidas/comidas: tudo bem, ainda está longe de ser um preço “popular”, mas temos que admitir: as comidas e bebidas foram vendidas a preços um pouco abaixo do que se costuma praticar em festas como XXXperience e Tribaltech.
D-NOX, Bizarre Contact e DNA: se teve algo capaz de fazer todos esquecerem a desidratação e outros problemas, foram esses 3 projetos. Crédito pra eles mas também para a organização, que teve a moral de trazer D-NOX em cima da hora. Isso não se faz todo dia.
Layout: em cima do terreno esburacado, os espaços que compuseram a festa estavam muito bem distribuÃdos. Palco principal em um canto, chill out no outro extremo do terreno (o suficiente para não haver nenhuma interferência de som). No meio do caminho haviam os banheiros (facilitando o acesso das pessoas, não importando em que lugar do terreno estivessem). Nas laterais as barracas de bebida, comida e caixa. Tudo bem à vista, fácil de encontrar.
Ausência de Filas: outro ponto que chamou muito a atenção. Praticamente não enfrentamos filas, em nenhum momento da festa (exceto a fila gigante no estacionamento). Seja para utilizar os banheiros, comprar fichas no caixa ou pedir bebidas nas barracas, tudo estava sempre tranqüilo.
Público: ao contrário do que costuma acontecer em festas mais populares, não topamos com nehum “monstrinho” pirando errado, passando mal e chamando Jesus. Ao contrário, todo mundo estava em sintonia, curtindo a mesma vibe. Com certeza foi um dos públicos mais tranquilos que vimos nos últimos tempos. Tanto que apesar de todo o stress pela falta d’água, pouquÃssimos fizeram algum tipo de escândalo.
Fato Inusitado
Não bastasse todos os problemas que já envolviam a festa, ainda apareceu mais um: boatos afirmam que um fazendeiro, vizinho do local da festa, estava prostituto da vida com o “barulho” que já se extendia desde a madrugada. Tão puto que em dado momento, no meio da tarde, pegou uma marreta, pulou o muro da festa e destruiu o gerador do chill out na base da porrada, achando que desligaria a festa inteira. Aà foi aquela bagunça, gerador soltando fumaça, segurança correndo atrás do “manÃaco da marreta” e todo mundo saindo de perto com medo que desse ainda mais m****.
Resultado Final
Apesar da nossa boa vontade, não dá pra fazer uma avaliação positiva. Sério, foi muito esculhambado. Por isso daremos nota 5, não mais que isso.
Não queremos com isso sujar o nome de uma rave que já existe há 3 anos em Curitiba, mas acontece que, pelo menos dessa vez, a organização (mesmo demonstrando boa vontade em alguma atitudes) errou feio em vários pontos e, tenham certeza, esse ponto de vista é consenso entre todos que passaram o dia lá. A impressão que deu, ao chegar em casa foi: “apesar de tudo, consegui curtir”. E isso é pouco para o que se espera de uma festa desse porte.
Confira os VÃdeos:
Galeria de Fotos:
Se você lembra de um cara de camiseta branca e boné verde tirando alguma foto sua, provavelmente você e/ou seus amigos estão na nossa galeria de fotos da Cosmoon. Confira aqui a galeria ou veja como uma apresentação de slides!
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E você, estava lá? O que achou de festa?










Rubens Cavalheiro
5/03/2008
Concordo com a análise da festa… a cosmoon deve muitas falhas, o ano que vem se ouvir falar de cosmoon vou ficar com o pé atrás.
A situação do gerador de energia foi a seguinte, os filhos do fazendeiro vizinho pegaram umas ferramentas (machado e marreta) e desceram o sarrafo na fiação que saia do gerador (segundo os seguranças da festa) e isso gerou um curto-circuito no gerador. Segundo os seguranças o organizador responsabilizou a equipe de segurança da festa, que comentou que eles teriam que arcar com o prejuÃzo. Como os fazendeiros estavam ali ainda sem se preocupar e segundo os seguranças estavam armados. Finalizando, lá pelas 16:00 fiquei triste por não ter mais Chill-out na festa. (assim que puder te passo fotos e videos que comprovam o acontecido)