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Perfil: Goa Gil

26 de June de 2008 | Por Eliel | Em DJs |

Quem acompanha um pouco os acontecimentos e discussões sobre raves, já deve ter visto, em algum momento, uma imagem de um velhinho simpático, cabeludo, barbudo e sorridente, mas vestindo roupas coloridas demais para ser o Papai Noel. O nome dele é Gilbert Levey, mais conhecido como Goa Gil, mas se quiser pode chama-lo de “O Criador”.

Nascido em São Francisco, Califórnia (1951), Gil é um dos responsáveis pelo nascimento e disseminação do trance psicodélico nas praias de Goa, na Índia, em meados dos anos 80.

Durante a adolescência, integrou o movimento hippie Haight Hashbury e aos 18 anos deixou os Estados Unidos. Partindo para uma viagem espiritual, fez parte de um movimento que no final dos anos 60 levou milhares de pessoas aos ambientes exóticos de Goa, uma ex-colônia portuguesa na Índia. Chegando lá, Gilbert começou a mostrar aos indianos o rock americano, até o momento em que teve um contato mais profundo com a música eletrônica. “Existiam cinco bandas de rock na India naquela época e eu tocava em três delas” afirma Goa Gil.

“No final dos anos 70, comecei a ouvir música eletrônica e encontrei aí a combinação perfeita entre ritmos tribais do passado e sons futuristas, sintetizados, quase alienígenas. A música tornou-se um ciclo completo, do tribalismo ao cibertribalismo o que traduz de forma perfeita os tempos atuais. Quando toco, toda a música e a comunhão que dela deriva devem elevar-se ao espírito cósmico. Isto era o que os antigos xamãs e grupos tribais de todo o mundo faziam em tempos remotos. Eu me limito a atualizá-lo.” Explica Goa Gil.

Precursor do Goa Trance, Goa Gil é capaz de transformar as festas onde toca em verdadeiros rituais cerimoniais, buscando sempre a conexão entre batidas eletrônicas, espiritualidade e música, sem deixar  ninguém ficar parado. Apesar da idade, ele continua exibindo uma de suas principais características: a enorme resistência física no palco, podendo tocar, sem dificuldade, por horas a fio (seus sets podem chegar a 24 horas contínuas de duração).

Para Saber Mais

Escrito por Eliel

Web designer e criador do Psicodelia, frequenta raves desde 2006. Apesar de ser um fã declarado de Full On, atualmente tem passado a maior parte do tempo ouvindo Gabe, Felguk, Dusty Kid e Gustavo Bravetti. Já publicou 365 artigos no Psicodelia.

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6 Comentários


  1. Chaz
    26/06/2008

    o que que é esse cara?
    sério mesmo, é um Deus vivo.
    queria ter as manhas dele, abandonar as coisas, ir pra alguma comunidade Hare Krishna aqui por perto
    ou se rolasse de ir pra Goa, adoro tanto esse tipo de cultura, sou fasinado desde criança, mas acho que o Capitalismo já tomou conta de mim…

  2. Sabado que vem dia 15/11 vai rolar a festa do Goa gil em São Paulo, mais inf. http://www.goagil.art.br, estarei lá de corpo/alma e bike100anos


  3. danipsicose
    13/02/2009

    Acho que a vantagem de pertencer a uma comunidade é faboloso mas o trance retoca em todas as doenças do foro psicológico na companhia de diversos tipos de droagas .Após ter frequentado muitas festas cheguei mesmo a entrar num mundo cheio de cores com muitas visões que não correspondem á realidade. A viagem alimenta toda a história e espírito do trance . Rastametalfari

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