Avaliação: Tribe 7 anos
Podendo me considerar praticamente recuperado física e psicologicamente de mais uma incursão psicodélica, vamos à análise da aguardada Tribe de 7 anos. Me falaram que seria grande, que seria enorme, para não dizer descomunal. E a cidade que receberia o evento era Itú. Fazia total sentido.

Já passava das 2 horas da madruga quando entramos, sem perder muito tempo com filas. Durante a revista de bolsos, mochila e outros orifícios, a primeira surpresa: seguranças aparentando muito bom humor, e pouquíssima curiosidade, nos deixaram passar sem grandes incômodos. Apenas uma olhadela rápida nas mochilas e o desejo de “boa festa”. Ponto positivo para eles.
Mas do lado feminino, o bicho pegou. A mulherada era apalpada minuciosamente, ficavam descalças, tinham botas, sutiãs e absorventes examinados. Esse procedimento fez com que a entrada de cada uma demorasse mais do que o aceitável. Não contentes com a enrolação, a equipe de seguranças ainda fez mais uma exigência: era proibida a entrada de malabares. Estaria a segurança preocupada com possíveis agreções e mortes à base de flags e swings? Pouco provável. Na verdade, mais tarde eu descobri que lá dentro havia uma barraca vendendo malabares. Pisada na bola. E feia.
Já o esquema tático das tendas e espaços de circulação foi muito bem pensado: as tendas estavam distribuídas de maneira a não haver qualquer tipo de interferência sonora entre si. Havia banheiros em 2 extremos do terreno e em quantidade suficiente para garantir que eu não tivesse que esperar mais do que 1 minuto para tirar água do joelho. Ponto positivo.
A decoração, especialmente durante a noite, chamava muito a atenção. Infelizmente, por um problema elétrico, a festa ficou às escuras durante boa parte da madrugada. E os mesmos problemas elétricos cortaram o som em diversas apresentações no decorrer do dia, deixando muita gente irritada.
As bebidas estavam caras como sempre, embora houvesse uma promoção de água mineral: 4 garrafinhas por R$ 10,00. Levando em conta os preços praticados nas festas por aí, até que esse era um preço camarada. Mas como nada é perfeito, dessa vez a verdadeira facada foi dada em um ponto mais sensível. E a grande covardia da festa foi: pirulitos a R$1,00. Cada um.
O line em geral foi excelente, sem grandes destaques, pelo menos as partes em que eu prestei atenção e ainda me lembro. Inclusive Infected. Tudo bem que a apresentação deles parecia muito mais um show do Metallica, mas ainda assim eu curti pra caralho.
Pelo menos nesse ano, a versão paulista da Tribe não foi “tudo aquilo” que prometia. Mas também não foi ruim. Falhas graves na organização foram compensadas apresentações memoráveis. No geral, daria nota 8. O suficiente para eu querer voltar ano que vem.

















